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Como minimizar os efeitos negativos da dificuldade auditiva no idoso atas comemorativas

O ouvido além de ser o órgão responsável pelo sentido da audição, tem a função também de manter nosso equilíbrio. Ele tem a função de converter ondas sonoras em impulsos nervosos, que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons.

Entre as dificuldades que interferem de forma significativa na comunicação dos adultos e idosos e na sua interação com os outros e com o mundo é a incapacidade auditiva, podendo causar diversas conseqüências para sua vida psicossocial, tal como a depressão, o isolamento, a frustração, a ansiedade e as alterações de comportamento, produzindo um grande impacto na vida dos idosos e de seus familiares.

Presbiacusia

A perda da sensibilidade auditiva associada ao envelhecimento é a presbiacusia, do qual deriva da palavra grego presby = velho e akousis = audição. A presbiacusia é caracterizada por uma perda auditiva para os sons agudos, devido a mudanças degenerativas e fisiológicas no sistema auditivo com o aumento da idade. Isto é, lesões nas estruturas da orelha interna decorrente de uma degeneração neural da cóclea (órgão sensorioneural responsável pela percepção dos sons) interferindo na percepção auditiva de freqüências altas, mais acentuada acima de 1 KHz, podendo também haver diminuição menos intensa nas outras freqüências. Tanto a transmissão do som até o órgão sensorial quanto sua percepção e decodificação encontram-se comprometido com o passar do tempo.

Conseqüências da perda auditiva

A perda auditiva gera no idoso um dos mais incapacitantes distúrbios de comunicação, impedindo-o de desempenhar plenamente seu papel na sociedade, dificultando o compartilhar de conteúdos de informações, idéias, pensamentos, desejos e aspirações. É comum observarmos o declínio da audição acompanhado de uma diminuição frustrante na compreensão da fala do idoso, comprometendo sua comunicação com familiares e amigos, podendo não entender parte das conversas ao seu redor e imaginar que as pessoas estejam falando dele. A discriminação da fala é afetada em todos os casos e a inteligibilidade das palavras é afetada e pior será quanto maior for a perda auditiva.

Avaliação da audição

A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando por exames específicos para testar a capacidade auditiva através de testes clínicos como a audiometria tonal e a imitância acústica que detecta alterações no labirinto. É importante ressaltar que a avaliação audiológica convencional (audiometria tonal) e os testes de percepção de fala (logoaudiometria) avaliam o grau da perda auditiva, porém não revelam as dificuldades no desempenho e/ou na habilidade auditiva em atividades diárias, sendo, portanto, desconsideradas as dificuldades psicossociais decorrente da perda auditiva.

Como minimizar os efeitos negativos da dificuldade auditiva no idoso
Data: 15/02/2008
Autor: Elisandra Vilella G. Sé
Autor: Vya Estelar